quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Naufrágio

Num Mar de amor me perdi dos outros, me achei em ti.
Que farei agora sem a tua luz, o teu calor?
Que farei eu sem o brilho do teu Amor
Afogada nas cinzas do que amava e que perdi?

Para onde levar meu barco em perigo
À deriva na frialdade da madrugada
Perdida a doçura dessa mão adorada
Que me aconchegava ao peito, porto de abrigo?

As velhas cartas de marear já nada valem
Quando sem norte me perco a cada vaga
De um oceano irado, em turbilhão

Sem voz amada ao leme sucumbo ao medo
E meu barco, meu coração por fim naufraga
Na imensa praia chamada solidão

5 comentários:

mfc disse...

É bonito mantermos a nossa capacidade de enamoramento.

diana disse...

Bonito poema. Um pouco triste, mas belo.

nuvem disse...

Sabes que eu gosto particularmente de poemas tristes, principalmente quando, de certa forma, me fazem sorrir... :) Como este.

Beijos

Höerlle disse...

Será que é realmente necessário que vivamos correndo? Estamos correndo de que e para que afinal? Se dizemos que a vida é curta, para que apressar seu fim correndo desse jeito insano?
Não seria bom às vezes sentarmos, refletirmos e analisarmos nosso caminho?

Existem muitos momentos bons que deixamos passar na nossa frente sem fazer uso, tudo porque estamos sempre ocupados com algo independente da nossa vontade. Os compromissos são necessários porque deles tiramos nosso estudo, nosso dinheiro mas não podem ser considerados mais importantes do que estarmos junto de quem gostamos.

Corremos para comer, corremos para terminar rápido as coisas, para voltarmos ao lar e não fazermos nada... e assim continuamos gastando a vida sem sentido.

- Mais no meu Blog.

etc disse...

Sabe como descobri o blogue? Incrível...foi por uma pesquisa com a palavra "Pergaminho"...e que surpresa textos sobre Cascais, Guincho....que eu adoro! Bonito este texto...vou lendo o resto com calma! :-)

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