Tentei prender as palavras. Domá-las, querendo que cumprissem ordens não ditas.
Rebelaram-se, querendo ser livres, fluir quando e como lhes apetecesse sem que eu tivesse qualquer controle.
Quis contê-las - não consegui. Calá-las - falhei. Ignorá-las - e ensurdeceram-me de silêncios furiosos quando as quis de volta.
Em silêncio fizemos tréguas, as palavras e eu.
Já não as tento conter. Peço-lhes apenas que se movimentem, que mudem de lugar, que tragam os seus sinónimos e familiares. Têm cumprido, permitindo-me expressar ideias e sentimentos. Já não tento aprisioná-las no meu espírito.
As palavras são livres. Não sou dona delas nem elas de mim.
Sentimo-nos bem assim...
4 comentários:
E que bem que as usas :):):)
Parabéns.
Elas por vezes dizem mais do que queremos!
Tenho andado distraido,então não visitava este blogue?Muito bom,muito bom mesmo!...e que belas "Das palavras"
Bj*
De facto são assim as palavras... livres de se prenderem umas às outras da forma que bem entendem...
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